sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Amizade.

Eu gostaria mesmo de poder escrever propriamente de amizades, gostaria mesmo. Gostaria de poder dissertar por linhas a fio a respeito desse lindo sentimento etc etc. Mas eu não posso. Seja porque me falta idade, carga emocional, maturidade, tempero ou sentimento, eu simplesmente não posso. Não posso porque amizade é uma das muitas outras coisas na vida sobre as quais não tive tempo suficiente para gerar uma opinião concreta.
Pulando as explicações direto para o real motivo do texto volto a amizade. Não é simplesmente...curioso os diferentes tipos de relação que levam o mesmo nome? Eu quero dizer, aquela pessoa que você não vive sem, aquela que é parte de você é seu amigo. Aquele que você pode ficar muitos meses sem falar mas quando retomam o contato é como se nada tivesse acontecido... É seu amigo. Aquele outro que fala com você todos os dias e também é seu amigo. Tão amigo quanto fora aquele que te esqueceu após passar uma brisa com cheiro de morango e então...Do que eu estava falando mesmo? Ah, claro - está certo, talvez não haja maldade nesses atos de esquecimento -, os esquecidinhos também são seus amigos - ou eram, tanto faz. Tão amigos é o pai ou a mãe para aquela linda garota filha única. Amigos são também aqueles dois de infância. Dois homens de cabelo castanho - tão parecidos e tão diferentes - que brigaram no nos tempos pela bonitinha do segundo colegial. Igualmente amigas são as estrelas do pop que - segundo todos os sites de fofoca - brigaram e ficam se atacando via Twitter!
Esse texto soa todo estranho, inconclusivo. A amizade não te soa da mesma forma? É toda complicada, impossível de se classificar tudo num só pacote, afinal nem dentro de uma amizade as pessoas se amam da mesma forma! É tudo bagunçado. Por exemplo, eu ta amo mais que você me ama.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

falta amor.


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Eu estava totalmente inclinado a ir me deitar agora, mas eu não sei por que das quantas fui parar no seu perfil do Orkut, e, por conseguinte no seu blog. Foi triste, muito triste. Foi deplorável me ver fuxicando o máximo que pude a fim de achar um post sobre mim. Foi triste ver quanta coisa da sua vida eu perdi e isso é para sempre.
Roubaram uma das pessoas mais importantes da minha vida. Se eu odeio a pessoa que o fez? Talvez. Mas por incrível que pareça são motivos totalmente alheios a este fato. Eu sei, Laís, que isso tem uma grande parcela de culpa minha e sua também. Não só desse intruso supracitado. Mas eu não terei piedade ao revelar que a maior parte da culpa é sua. Perdoe-me se acha isso falta de modéstia, arrogância, pretensão ou quaisquer sejam as impressões que possam camuflar essa minha teoria. O fato, penso eu, foi o destino. O destino te levou ao canalha que ocuparia o meu lugar no teu coração. Destino esse tão bondoso que nunca me trará de volta tal inocência acalentada que tu sempre me destes.
Confesso que te odeio muitas vezes, e, gritando aos sete ventos o quão desprezível é sua companhia. Mas sinto sua falta, pequenina. Sinto sua falta de pensar cada passo que poderia estar do teu lado para o resto de nossas vidas. Sinto sua falta de ver que você sofre sinceramente e não só em uma de suas típicas manifestações adolescentes de histeria. Sinto falta da sua incoerência. Por isso me ofendo, me desespero. Por você não sentir minha falta.
É fato que talvez não déssemos certo mais mesmo. Pergunto-me se sua falta em me procurar deve-se ao fato de sua cabecinha estar tão cheia de nada. Juro que eu mesmo queria poder ir te procurar, mas não dá mais. Fiz isso demasiadas vezes. E no final das contas, acho, só eu fazia isso porque o interesse vinha só da minha parte. Talvez, de fato, tu nunca me amaste do jeito que eu deveria ser amado, honrando toda minha lealdade.
Por último, me diga. Eu espero sinceramente que a resposta me traga um pouco de paz. Ainda há alguma esperança?
Seu sempre etc.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O Encontro.

Ok Rafael. Pense. O que você sente por ela? Ok, nós...Eu sei. Estranho falar de mim mesmo na terceira pesssoa... O fato é que eu sei com toda a certeza o que sinto pela Luísa. Só gostaria de ter certeza sobre como botar isso em palavras.
Dizer que eu a amo é suficiente? Dizer que ela literalmente me fez dar outro sentido à palavra amor? Me fez enxergá-la muito além do que uma palavra mas um sentimento maravilhoso e confortante? Tão confortante quanto sua presença?

Você me cativou desde a primeira vez que a vi sentada na mesa daquela boate. A melhor e mais cara boate do Rio de Janeiro. Quem mais vai à ela para nada fazer? Quem mais, além de mim, vai uma boate para não dançar?
-Oi gata – eu me sentei ao seu lado na mesa vazia.
-Eu não vou te beijar.
-Nem eu – ri, divertido.
-Como?
Ela se virou e eu pude enxergar primeiro um par de olhos que cintilavam um verde escuro mesmo naquela escuridão. E seus cabelos? Eu que sempre achei que anjos fossem loiros, cabelos enroladinhos de olhos azuis estava começando a considerar uma imagem mais moderna... Olhos verdes e cabelos castanhos. Tão angelical!
-Não é isso! É só que, er... Bem, se você me quiser e... Quero dizer, é que eu não sou desse tipo, mas eu...É...– Que olhos eram aqueles! Dizer que eram hipnóticos seria um baita eufemismo. - Erm, quer um drink? – Não sabia quanto a você, mas eu precisava de álcool e de muito.
-Te confundi?
Eu respondi afirmativamente com a cabeça quando você me apresentou para o sorriso que eu iria considerar o mais bonito do mundo no próximo ano. O mesmo sorriso abobalhado e involuntário que eu sempre adorei te causar.
-Seu nome é?
-É...Ah, meu nome, né? Certo. É Rafael. Você...?
-Luísa.
-Bom, Luísa, eu vou lá buscar o seu drink, posso?
-Vai lá! Quem sabe eu até tomo, hein? – Fiquei um pouco preocupado com a resposta, mas percebi o tom de brincadeira quando você sorriu de novo. Sempre o sorriso.

Voltei pouco depois com dois copos e no mesmo tempo chegaram três casais.
-Er, Rafael? Essas são minhas amigas e...
-E os meus amigos. – Nós nos olhamos e começamos a gargalhar.
-O que foi? – Leonardo era loiro, não muito alto e abraçava uma garota de estatura média. Seus cabelos negros caídos sobre os ombros
-Bom, Rafael. Essa é a Lavínia. – O anjo parou de rir e me disse. Eu relutava em acreditar que estava mesmo falando comigo. Era tão bom isso.
-E o meu amigo, Léo. – Todos os outros nos olhavam, assustados. Acho que já tínhamos uma conexão e eles perceberam.
Passei os olhos para o lado a tempo de ver Diogo. O magrelo com cara de colírio da Capricho, abraçando uma garota tão magra quanto ele. Loirinha com o cabelo encaracolado me lembrava a Taylor Swift.
-Essa é a Giovana.
-E o Diogo.
-Espera, por que vocês tão fazendo isso?! Rafael, er, ela é sua... Amiga? – A voz vinha do terceiro casal.
-Sou – O anjo me fez suspirar, mas, ao mesmo tempo, um pouco chateado com o termo “amiga”.
-Desde quando você conhece esse garoto, Luísa?! – A terceira garota parecia um pouco mais... Agressiva. Tinha os cabelos de um vermelho escuro num corte apontando para todos os lados.
-Andressa, esse é meu amigo Rafael. Nós acabamos de nos conhecer.
-E...Luísa, – seria horrível se eu tivesse esquecido seu nome – esse aqui é o meu amigo Marcelo. – Eu disse apontando para ele. Um pouco mais velho do que os outros, mas não menos popular entre as mulheres. Eu sempre odiei meus amigos. Sempre me senti um lixo perto deles.

E foi assim que Luísa e Rafael se conheceram. Foi assim que eu e você nos conhecemos. E foi assim que nós nascemos.
Mas me diz, o que te fez apaixonar por mim? Foi o exagero na bebida alcoólica azul e super forte - que até hoje eu não sei o que era? Vai saber...
O fato é que passado algum tempo éramos eu e você. Viramos nós. Nós acabamos e eu quis sinceramente acabar com você. Eu e você sobrevivemos. O que é realmente muito raro quando nós acaba. Mas eu e você continuamos fortes, e suportando um ao outro para tudo voltar como era antes. Confesso que ficamos melhores separados do que juntos. Mas, sinceramente? Eu não mudaria nada na nossa história. Nada mesmo. Sou grato por tudo que aconteceu e até mesmo por ter terminado. Sou grato por ter te conhecido e grato por poder te apoiar sempre que você precisar.
Eu te amo, Luísa. Te amava antes mesmo de você não me amar. E mesmo que não te ame mais como namorado, ou um friend with benefits, continuo te amando. Por tudo que você faz por mim, por todos os momentos que pudemos compartilhar nesse último ano e te amo por todos os próximos anos que puder passar ao seu lado. Eu te amo porque sou seu amigo e pretendo continuar sendo até quando você permitir.
E que eu possa continuar sendo seu "irmão gêmeo/cara-metade/outro lado de você ou outra coisa assim" por muito tempo. Porque eu sempre vou ser seu "refúgio. Sentir sua tristeza e te fazer sorrir involuntariamente com um abraço meu daqueles que você nunca quer soltar”.
Feliz aniversário, Luísa. ♥

De Rafael.

A festa.

Entramos todos falando na padaria. Sabe quando um grupo de pessoas chama a atenção pela euforia, as risadas...?
-Moooooooça – eu disse para a atendente, virado de costas para e ela.
-Renan.
-Não, espera, eu tenho que pedir o aaaaaaaaaaaaaaaaah... – bocejei.
-Renan.
-Espera aí, Thaís!
-Renan, você está virado de costas!
-Hã? – Eu abri o olho, vendo que na verdade estava de frente para ela e de costas para o balcão. – É o sono, me desculpem...
Dei outro bocejo e me virei para o lado certo. Uma garota com os cabelos castanhos lisíssimos ria-se de mim do outro lado.
-Oi...Brunna. – Li seu nome no crachá. - Você vem sempre aqui, gatinha? – Disse molenga arqueando as sobrancelhas.
-Ah, sai da frente! - Thaís disse me empurrando. – Moça, a gente vai querer... Vai querer... Hm... Manoela? Uma ajuda aqui?
-Ai Jesus, vocês são muito enrolados! – Manu riu balançando negativamente a cabeça
-Vem aqui, Renan. – Thaís me arrastou para uma cadeira e me fez deitar em seu colo. Eu estava realmente abatido pelo sono.
-A Natasha só dá trabalho, meu – eu falei, mole. – Estou super cansado, tive uma semana chata aí no sábado ter que acordar cedo para vir na padaria e fazer uma festa surpresa para ela e... – Sabe quando o sono é tão grande que você não percebe nem quando começa ou para de falar?
-Olha, pelo menos você não passou a semana estudando e fazendo inscrições para o vestibular, amigo. – Yuri falou pela primeira vez em algum tempo.
-FATÃO! – Eu finalmente despertei com a gargalhada da Thaís.
-Espera, a Manu tá demorando muito...Cadê ela?
-NOSSA, BRUNNA, EU LEEEEEEEEMBRO, MEU! – Era impossível não reconhecer aquela risada escalafobética.
-Eu busco ela. – pouco depois ele voltava com um bolo nos braços e uma menina bem menor que carregava o que deveriam ser os salgadinhos. Eu ri do contraste da altura entre os dois.
-Mano, eu estudei com aquela guria no colégio! – Ela disse como se já tivessem passado 50 desde que terminou a escola, e não só cinco.
-Ok, agora nós precisamos entrar na casa da Nathie e levar as coisas, e tudo isso sem ela ouvir. – Yuri disse e nós fomos.

-Fica quieto, Yuri! – Thaís sussurrou o mais escandaloso que pôde.
-Gente, calem todos a boca. Eu vou contar até três e a gente abre a porta, ok? Um... Dois... Três!... Gente?
-Oi? – Respondi pelos outros.
-Vocês já podem abrir a porta, sabe...
-Ah... – Thaís disse por fim, parecendo distante.
-Ah, porra. Vai!
Yuri chutou a porta e nós estramos.
-FELIZ ANIVERSÁÁÁÁÁRIOOOOOO! – Entoamos juntos, em coro.
-AH MEU DEUS DO CÉU SOCORROOOOOOOOOOO! - Vimos uma menina dar um pulo na cama enquanto berrava. A gargalhada foi tão intensa que Yuri quase derrubou o bolo.
-Seus idiotas! – Natasha espumava de raiva.
- Mas Nathie! A gente te faz uma surpresa linda e você ainda reclama? – Eu era o único que tinha fôlego para duas frases inteiras.
-Não é isso! Eu estou feliz, obrigada... Eu acho. Pelo menos eu vou ficar feliz quando meu coração voltar a bater. Mas quem foi o idiota que chutou a porta?!
Yuri deu uma risada mais alta ainda que parecia sufocar. Essa foi toda a resposta que ela precisou. Pegou uma roupa para pôr no lugar do pijama e entrou no banheiro.
- Eu já volto – fechando a porta, revirando os olhos e com a certeza de que a risada continuaria quando ela voltasse.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

You gotta live to party, so do it well!

Esse tipo de coisa deprime, na moraaaaaaaaal! Eu que deveria estar dando conselhos à esse moleque, eu sou...mais velho. Não, é tipo: 'me explica detalhadamente, caramba! Eu não sei como é, desculpa'.
Não estou de brincadeira. Escrever sobre isso me fez repensar e bláblá, mas eu não quero ficar down! É só que eu tenho que cair na real de que isso é uma escolha minha. E cá para nós: ainda bem que eu escolhi esse 'caminho'! Se eu tivesse escolhido sair por aí como um adolescente dominado pelos seus hormônios (euri) eu iria me frustar. Fala sério, eu não tenho aparência suficiente para isso. Sério, sou feião. E não é de graça nem de querer me auto-ofender: olha para minha face que já fica explícito como eu sou.
E olha, que mais dizer? Às vezes eu pareço tãão superficial mesmo sendo assim como sou.
Olha, como seria se eu fosse à festas assim? Ok, probably it's not a big deal. Eu provavelmente frequento esse tipo de festa que ele lá do início do texto foi mas...é diferente. A festa está dentro de você.
You gotta live to party, so do it well!
Você festeja sozinho, em...fases. Olha, cada um dita o seu ritmo e sabe o seu jeito de ver a vida e tudo o mais, não adianta impôr. Me preocupa se algumas pessoas realmente não nasceram para serem felizes. Não falo de mim, porque seria patético até para mim dizer uma coisa dessas, mas eu conheço casos em que, bem, eu não consigo ver muita saída para a pessoa festejar bem. ;x Talvez seja um caso daqueles raros em que a pessoa nem festeja. Em que a pessoa faz como eu, e se arrepende quando chega na porta do local. Então pensa 'o que eu estou fazendo aqui?! Eu devia ir para casa!' Mas você nunca vai embora de fato, só entra. Só que antes de entrar tem a dúvida, você pensa por alguns segundos. E talvez essas pessoas supracitadas gastem tempo demais nesses segundos de dúvida e quando dão por si a festa já acabou.

It's so sore
My relationship's over
I'm lost without a cause
I wonder why
She strung me up and left me hanging out to dry
Tell the guys ... the party's over.
The walls are closing in.